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João Figueiredo

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O meu trabalho nasce de um diálogo constante com a arte que

me antecede. Pinto sobre obras existentes porque acredito

que cada imagem antiga guarda uma energia que ainda não se

esgotou — apenas espera ser tocada novamente. Parto do

velho para criar o novo, não como destruição, mas como reinvenção. Da arte antiga faço arte moderna, propondo outras leituras, outros significados e novas possibilidades de ver.

Gosto especialmente da ironia.

O humor, para mim, é uma

ferramenta estética e conceptual: permite-me aproximar o

espectador, desmontar certezas, brincar com o possível e

revelar contradições que todos fingimos não ver. Muitas vezes,

cruzo linhas invisíveis — aquelas fronteiras simbólicas que o próprio homem inventou — para abrir espaço a reflexões mais

livres e menos convencionais.

Quando intervenho uma obra clássica, não a tento corrigir:

procuro antes conversar com ela, provocá-la, questioná-la. É

nesse atrito entre tempos, géneros e sensibilidades que a

minha pintura encontra forma. Cada peça torna-se um

território onde passado e presente se misturam, onde o

sagrado convive com o absurdo,

e onde a tradição é reescrita

com um sorriso subtil.

Acima de tudo, pinto para transformar. Transformar imagens,

ideias… e quem as observa.

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